Sábado, 4 de Julho de 2009

Quer que eu desenhe?

Nesse ano, como presente de aniversário de namoro e comemoração, fomos ao show do The Kooks. Eu queria chegar lá bem cedo para ficar colada ao palco, mas não deu. Além dele ter saído um pouco depois do estágio, ainda enrolamos na entrada comprando camiseta da banda. Chegando lá, atpe que ficamos perto, mas não o tanto que eu queria, mas ok, estávamos felizes da vida!
Pouco depois que a banda entrou em cena, reparamos que o vocalista cortou o cabelo. Nas fotos espalhadas na internet o cara sempre aparece com um respeitável cabelão bagunçado (procurem por Luke Pritchard).

Marcelo - Ué, eu jurava que o cabelo dele era parecido com o cabelo do guitarrista...
Eu - Ué, ele cortou o cabelo!

Um tempo depois... O mesmo diálogo:

Marcelo - Ué, eu jurava que o cabelo dele era parecido com o cabelo do guitarrista...
Eu - Ué, ele cortou o cabelo!

E no fim do show...

Marcelo - Ué, eu jurava que o cabelo dele era parecido com o cabelo do guitarrista...
Eu - Ué, ele cortou o cabelo!

Esse é o meu Pateta!

E-mails Diários (ou EDs)

Logo quando ele partiu para Cingapura, decidi mandar um e-mail por dia para ele por dia, já que o horário ia ser totalmente inverso. Enquando ele estivesse dormindo, eu estaria acordada. Isso servia de incentivo a mim para dormir de tarde também (não me julguem mal, eu não tinha mesmo o que fazer naquelas férias, isso me deixou louca!). Eu ia dormir pedindo muito que sei lá minha alma conseguisse encontrar a dele nos sonhos. Claro que eu não conseguia, e se conseguia, não lembrava. Mas eu sentia que dormindo de tarde, eu estava mais perto dele.
Ele também me mandava um e-mail por dia, contando as novidades, mandando as fotos da viagem... Mas esses e-mail foram mais importantes do que muita gente imagina. Foi por ele as primeiras declarações fofas, além do "Estou apaixonado" e "Eu não me canso de olhar pra você!" que ele me disse pessoalmente. Lá eu confessei que não sabia o que era exatamente o que eu sentia, pois era algo totalmente novo. Ele disse que também se sentia assim... Eu dava pulos de alegria quando, por volta do meio-dia, chegava um e-mail dele!
Claro, não passamos essas três semanas (quase quatro!) apenas no e-mail. Nossa sorte era o esquema de telefone que tem na casa da família dele, que dá para ligar para telefone fixo daqui (parece que é coisa de satélite, não sei). Todas as minhas noites, manhãs dele, logo que ele acordava e pouco antes de eu ir dormir, ele me ligava.
E foi assim que passei as férias de julho de 2007. Ansiando pelo meio-dia e pouco para ler os e-mails dele. Ansiando pelo soninho de tarde para ficar mais perto dele. Ansiando pela noite para ouvir a voz dele. Ansiando para o fim das férias para sentir novamente o abraço dele. Coisa de pessoa apaixonada? Não. Coisa de pessoa que ama e sente saudades.

E-mail muito chique

Pouco depois que começamos a namorar (exatamente 2 semanas e 4 dias depois) ele foi para Cingapura ver a família. Veio se despedir de mim numa 3ªf de noite e pegou o avião na 4ªf de tarde. A viagem é longa, ele só chegaria lá na 6ªf. Eu, que morro de medo de avião, fiquei agoniada de imaginar alguém que eu já amava (embora eu ainda não soubesse disso) tanto tempo dentro daquele treco! E minha mãe não me ajudava: "Ai, a essa hora ele está em cima do Atlântico".
Bom, eu nunca andei de avião e acho que eu herdei esse medo da minha mãe, pois quase todas as vezes que minha mãe pegou avião, houve algum problema (pouso forçado, quase queda, enfim). Ela estava quase tão agoniada quanto eu! Mas eu implorava para ela não me lembrar que ele estava dentro de um negócio que, qualquer coisa, poderia despencar, rumo a três (quase quatro, se fosse contar o tempo de vôo) longas semanas sem a gente se ver.
Quando ele partiu de viagem fiquei num estado catatônico. Não conseguia comer direito, não conseguia rir, não conseguia sequer chorar. Bom, na verdade eu conseguia chorar quando eu pegava a última blusa que usei quando o vi e que ainda estava com o cheiro dele. É engraçado como a distância parece arrancar um pedaço - mesmo que esse pedaço tenha "brotado" em você há apenas 2 semanas e 4 dias. Era como se do nada surgisse uma verruga na minha testa e sem anestesia alguém fosse com uma tesoura e pic cortasse ela.
Na 5ªf, ainda em estado catatônico, abri meu e-mail e -surpresa! - tinha um e-mail dele. "Aposto que to te escrevendo mais cedo do que vc imaginava!", dizia no início. Ele estava em Frankfurt (ai, que chique!), esperando pegar mais um avião... Claro, vôo para o outro lado do mundo não poderia ser direto, né? Mas pelo menos era o último de três que ele pegaria... Ainda tinha os três aviões da volta, mas eu só precisaria me preocupar com isso depois de três semanas.
Um e-mail curto, dizendo que ainda faltava muito tempo para o próximo vôo, que esperava que desse para matar um pouco da saudade, que estava totalmente perdido no tempo, que ficou pensando em mim na viagem... É, deu para me tirar um pouco do estado catatônico ;)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Beijo Nhá Benta

Ano passado, quando estava chegando o dia dos namorados (e meu aniversário e nosso aniversário de namoro - é tudo em data proxima!), fomos ao shopping e nos separamos por lá. Cada um foi para um canto para comprar o presente do outro. Depois de muito rodar no shopping, ele concluiu que naquele shopping não encontraria tudo que queria me dar e resolvemos ir a outro shopping.
Antes de sair, resolvemos dar uma paradinha. Eis que surge ele com uma sacolinha, dizendo que comprou algo para nós. Lá dentro havia duas Nhá Bentas. Sentamos em um banco e começamos a comer.
Ele, apaixonado por Nhá Benta, equanto mastigava, estava pensativo. Depois de engolir o pedaço, disse:

- Como será um beijo de Nhá Benta?

Engoli meu pedaço e tasquei um beijão nele. Nossa, como é bom!
Depois não consegui resistir... Todas as vezes que ele dava uma mordida e ficava um pouquinho do recheio em seus lábios, eu ia lá e beijava ele. Pode parecer nojento, mas garanto a vocês que foi uma delícia *.*

Já pensou ficar quase 2 anos sem ver sua mãe?

Eu já pensei nisso; não há como não pensar, já que há 2 anos meu namorado não vê a mãe dele. Ela mora com o pai dele e minhas duas cunhadas em Cingapura. O pai conseguiu vir passar uns dias rápidos no Brasil nesse tempo todo, mas a mãe não. Bom, hoje ele volta à cidade natal dele para encontrar a mãe que está no Brasil, que veio entregar uma das filhas para morar novamente no Brasil (\o/). E me dói pensar que ele está indo para lá para encontrar ela, mas não para ficar com ela. Está indo lá passar uns dias com ela e depois haverá novamente a despedida, pois ela voltará para Cingapura.
Não é fácil namorar um cara que mora longe da família. Tenho certeza de que se ele tivesse opção, optaria por estar com eles. Dizem para mim que deve ser muito bom, afinal temos mais privacidade e não tenho sogra pegando no meu pé. Ok, temos privacidade. Mas eu amo a minha sogra, amo toda a família dele como se fosse a minha. Comofas?
Não é fácil. Primeiro porque a cabeça e o coração dele nunca estão 100% aqui. Em períodos letivos, ele se ocupa quase que por inteiro com a faculdade e o estágio. Nas férias, a cabeça dele só tem um pensamento: ficar com a família (é justo!). Nas férias passadas, ninguém da família pôde vir para cá, e vocês pensam: ok, você teve ele só pra você! Não. Ele ficou triste, ficou mal, tentou esconder isso de mim, mas eu percebo quando ele está fora de seu normal. Sem contar que eu mesma sinto falta deles, apesar do pouco convívio. Sabe quando você já ama algumas pessoas e não sabe explicar de onde veio esse amor? Mas ele está aqui. Garanto.
O segundo problema é que isso tudo faz eu ter um namorado com um buraco por dentro - palavras dele prórpio. Um buraco que nunca fecha. Por mais que eu tente, por mais que eu o anime, por mais que ele me garanta que eu o ajudo a superar isso, o buraco continua lá.
O terceiro é que essa cacetada da vida fez ele construir um muro em volta dele. Tudo ele achava que tinha que resolver sozinho, que tinha que sofrer sozinho, que tinha que superar sozinho... Sozinho, sozinho, sozinho... Mas quando começamos a namorar, ele não estava mais sozinho... Mas quem disse que ele percebeu isso? Vou te contar: com muito custo consegui eliminar esse terceiro problema. "Você não está sozinho, entenda isso!!"
Minha meta, atualmente, é diariamente tapar um pouco do buraco que ele tem. Ok, é um buraco do tamanho do Maracanã, e eu tenho apenas uma pá. Mas quem sabe, no futuro, do nosso amor, nasça uma pessoa especial com uma pá... E mais outra com outra pá... E outra... Tenho certeza que essas pás a mais farão diferença.
Quem sabe um dia os pais dele voltem a morar aqui? Quem sabe um dia a gente more perto deles? Mas uma coisa boa isso trouxe: deu para ver o quanto esse meu namorado tão especial valoriza a família. Se não valorizava antes, valoriza muito agora. Ok, sei que ele valorizava antes, mas sei que agora as coisas são muito diferentes diante dos olhos dele. É com esse cara especial que eu quero contruir uma família. E recrutar muitas e muitas pás para me ajudar a fazer esse cara cada dia mais feliz =)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Oh, e agora, quem poderá me salvar?

Sabe aqueles dias que tudo dá errado? Você se olha no espelho, e vê uma orca. Já que ficou deprê, ataca a comida que, pra sua surpresa, está estragada. Ótimo, ganhou calorias e a comida nem ao menos estava gostosa. Você chega na faculdade, sua amiga começa a choramingar por besteira, nem ouve seus problemas, e a aula de de estatística começa (quem foi que inventou que na primeira aula é permitido ter aulas de estatística?). A professora entrega a prova e você tirou muito menos do que precisava. Chega em casa para almoçar (mais calorias!) e a comida tá sem gosto. É obrigada a comer aquele frango seco. Você se recusa a comer o frango seco e sua mãe briga com você. De tarde, seu namorado te liga, fala de modo frio com você e quando você pergunta o que houve, a temida resposta é: "Nada.". Você se larga no sofá e se amaldiçoa por estar perdendo o tempo que você poderia fazer exercícios (de ginástica e de matemática, pois ambos são necessários, afinal você não aguenta mais se sentir gorda e burra) vendo Vídeo Show. Tudo está errado. O dia está uma caca. Até que você sente um focinho gelado na sua perna. Uma lambida grudenta no seu braço. Um bafo de bifinho no rosto. Uma lambidona na bochecha. Pronto, meu cachorro salvou meu dia.

A solução é alugar?

Na falta de amigos, o que fazer? Há um grupo de amigos que se ofereceram para "Amigos de Aluguel", um serviço para quem precisa de companhia para viajar, sair, conversar... Bom, eu passo. Já passei períodos solitários da minha vida (amigas, namorado, irmã, cachorro, papagaio, enfim, todo mundo deu um jeito de viajar e eu sobrei) e foi bem triste. Mas logo tratei de me virar: li sem parar. Ok, para algo temporário, funciona. E quem não tem amigos MESMO? Ora, minha filha, vá á caça! Dizem que sair sozinha, viajar e conhecer gente nova faz um bem danado. Não duvido disso. Faz um bem danado ainda mais para quem não tem ninguém, não tem nada a perder. Ok, pode ser que "alugar" um amigo é uma forma de conhecer gente nova... Mas acho que pagar alguém para sair com você é uma forma de prostituir amigos. E quer coisa mais solitária do que ser adepto disso?

Culpem a professora Maria Cleire, do Colégio Dante Alighieri

Além de ter sido minha professora de portuguêm, ela é a culpada de eu gostar de escrever. Ela me ensinou. Ela me incentivou. O incentivo foi para além da sala de aula. Ela me incentivou a entrar para o grupo de teatro da escola, que estava montando a peça A Divina Comnédia. Quem adaptou o roteiro foi essa professora iluminada. Lembro dela lendo o texto com o grupo, passando a magia da história, aumentando nosso interesse. Ela era expert nisso. Sua voz, seu modo de falar, envolve quem a ouve. Quando estávamos perto da estréia, o inesperado: sua retina descolou e ela teve de operar. Após operar, ela deveria ficar de cama, olhando apenas para baixo. Não poderia assistir a peça que ela, com tanto carinho, adaptou. Mais do que ninguém, ela acreditava na montagem, acreditava em seus alunos. A apresentação que faríamos, era para ela. Ao receber a notícia, chorei. Olhei em minha volta e vi que todos choravam. Culpem Maria Cleire. Ela despertou emoções até então escondidas até mesmo em quem não era seu aluno de Português.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

O namorado dos meus sonhos é o meu,

afinal, eu sonhava com o beijo dele anos antes de conhecê-lo. Eu procurava mas não encontrava o dono daquele beijo, mas depois daquele dia de 16 junho de 2007 eu encontrei! E ele, desde então, tem sido o namorado ideal. Ele nem sempre é o namorado perfeito, e sendo assim, perfeitamente imperfeito, vejo o quanto ele foi feito sob medida para mim, que estou longe de ser perfeita. Não somos perfeitos, mas nosso amor é. Perfeitamente verdadeiro.


E aí, gatinha?

Papo furado. Ninguém merece quando estamos nos divertindo com nossas amigas e chega o cara querendo te passar papo furado ("Você vem sempre aqui? Tá calor aqui né?"). Pior quando chega querendo te agarrar. Ok, mas isso todo mundo sabe. Homem, hoje em dia, ainda insiste em buscar a catada perfeita. Outro dia, no meu estágio, onde só tem homem, estavam falando disso - perguntando qual cantada seriva e qual não servia. Minha gente! Para mim NENHUMA serve. Frase feita? Não. Mesmo que em um contexto legal? Não. Dar uma de engraçadinho-pegador? Ecati! Para mim, nada melhor do que um olhar, um sorriso, uma conversa fluindo, um abraço... A melhor cantada está na sinceridade do olhar.